O blog faz hoje quatro dias, ou três, já nem sei, e até
agora, nada de novo! Ainda tem uma história muito curta, mas se transformarmos o
tempo da sua existência em segundos é mesmo muito longa. Vejam só: 345.600
segundos, uma eternidade! Como é que isto aconteceu? Um dia, ao acordar,
senti um amargo de boca, sei lá se foi do jantar do dia anterior ou se foi do
que vi na televisão! Então pensei: vou escrever mais um blog. Sim, ainda tenho
outro, mas não digo qual!
Se contasse aqui as patranhas relacionadas com este recém-nascido
blog e, se gastasse por cada uma dez minutos, daria para cada uma 600 segundo.
Bem podem esperar! Imaginem se eu tivesse este blog há 15 anos. Chiça!!!
Sei muito bem como é que a ideia me veio à cabeçorra. Iniciar
este blog foi tudo muito espontâneo, vivo e orgânico, foi ao acordar, tipo sonho, tão a ver? Cuidado com as falsas
interpretações da palavra orgânico. É que agora tudo é orgânico, eles são as
músicas de bandas que por aí proliferam, são as escritas dos livros a que
antigamente se chamavam de cordel, são as dietas, são os produtos biológicos,
eu sei lá… A palavra é um sinónimo figurado de "modo
natural, espontâneo".
Então, dizia eu, ao acordar, pensei: «sou
muito orgânico, sou “muita bom”, vou escrever um blog». E assim foi.
Gostava de escrever como um jornalista, como
esses que fazem humor com coisas sérias, mas não sou, nem nunca fui, apesar de
gostar de ter sido. Ser jornalista de investigação era o meu sonho, como a Ana Leal
da TVI. Teria amor por aquilo que faria, despido de preconceitos ideológicos e
políticos, pleno de isenção, acusando e condenado logo nas minhas reportagens todos
quantos eu desconfiasse ou julgasse que estariam envolvidos em corrupção. Tipo
Correio da Manhã, estão a ver? Como ela, teria um olho sempre virado para o
mesmo lado. Não, não sejam maliciosos, ou maliciosas, não é esse, é aquele
outro, o da cara que, qualquer dia, até fica estrábico de tanto olhar para o mesmo
lado. Eu seria uma espécie de justiceiro no jornalismo como eram os vigilantes nos
EUA na “caça” ao mal e às etnias.
Como estava a dizer já devia ter
publicado esta história ontem, mas interrompi porque fui ao teatro. Sim, ao teatro,
têm alguma coisa contra isso? O que fui ver? “GOD” com Joaquim Monchique. Como
me fartei de rir! A peça foi criada para a Broadway, em Nova Iorque, encenada
por António Pires sendo o texto da autoria de David Javerbaum, um dos
argumentistas que costumava trabalhar com John Stewart no “The Daily Show”. Recomendo
vivamente a peça GOD que está em exibição
no Teatro Villaret.
A peça foi também interpretada. no Brasil,
por Miguel Falabella como podem ver
aqui.
Fonte: Força de Produção
Bom, continuando. Quando comecei a escrever este blog,
há três dias, ou seja, há 345.600 segundo, eu já não era jovenzinho, era mais como
fruta madura, mas não ácida. Acho que foi o escrever no blog que me converteu em
ácido como o vinagre, mas com um toque de balsâmico.
O que fiz, fazia, ou faço e os meus cursos não interessam
aqui para nada. O que interessa é que agora escrevo neste blog. Isto de escrever
em blogs não é fácil! Se tivesse tirado o curso de Comunicação Social, e
tivesse sido jornalista, a coisa pintava mais fino. Assim, como não conheci, nem
conheço, ninguém do jornalismo, nem tenho amigos no meio que passem a palavra a
outros sobre o blog a única visualização do é a minha.
Se houvesse leitores para este blog caberia aqui falar
sobre mim, e sei que teriam curiosidade de cuscar sobre a minha vida
profissional e privada. Ora, como já disse anteriormente, lá isso é que não, já
me bastam os cuscos dos meus vizinhos e as cuscas das minha vizinhas, sem
ofensa para eles, e para elas. No entanto deixo aqui uma ressalva, caso, por
milagre, algum ou alguma venha um dia a ter acesso a este blog, digo publicamente
que vocês são os melhores vizinhos do mundo. São mesmo!
Uma coisa é estar a escrever para mim a pensar que ninguém
irá ler; outra é eu dizer logo que muitos irão ler o blog porque escrevo coisas
com muita piada e muito interesse. O
tanas! Se tivesse muitos amigos e amigas lá de fora, e teria muitos se fosse
jornalista, saberiam tudo sobre mim e partilhavam uns com os outros o que escrevesse.
Que emoção, não era!?
Assim, o leitor já não seria apenas um, eu!
Se alguma vez alguém chegar a ler o blog perguntará qual
o seu objetivo e o porquê do seu nome? A resposta é: não sei! Acordei para aí
virado. Talvez tenha sonhado com algumas das doçuras que para aí há e resolvi
tornar tudo mais amargo e ácido e, daí o nome do blog. Divertir-me há grande é
que não foi. Porra, só o trabalho que isto me dá tirava logo o carrinho da
chuva. Divertir os outros? Como assim, eu sei que não tenho graça nenhuma!
Se escrever e alimentar um blog dá muito trabalho e
não tenho graça nenhuma então para que diabo é que isto serve? Deixo isso como uma
adivinha para alguém que alguma vez o leia. Se isso acontecer deixou desde já o
desafio para tentar adivinhar e responder-me. Mas cuidado, porque tudo quanto
for uma linguagem de “porra” para cima são logo colocados filtros de censura. Só
eu é que posso escrever tudo o que me apetecer, sem me interessar nada de quem
fique chateado.
Só há uma coisa de que tenho medo, é de brigas. Este
sítio também pode servir para provocar brigas, e isso é uma doçura, porque,
assim, posso dizer mal de tudo e de todos arriscando-me apenas a levar um murro
virtual. O mesmo não direi quando a Inteligência Artificial chegar a um ponto tal
em que uma Robot Sophia em presença me possa dar um murro na tromba.
Gostaria de exprimir aqui emoções fortes, mostrar
afetos, mesmo pelos que me mandem à merda depois de lerem isto. Exprimir afetos,
emoções e tudo o que puxe à lagriminha fácil dos eventuais e possíveis leitores,
não é a minha cadeira de baloiço. Para isso já têm as novelas da SIC, TVI, RTP1
e, se não chegar, têm, também, as ininterruptas novelas da Globo.
Por hoje fico-me. Amanhã cá me venho por aqui outra
vez. O português é, de facto, uma língua muito, mas muito, traiçoeira.


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